quinta-feira, 3 de junho de 2010

turvo

Eu confundo
a sede com a fome
a fome com medo
o medo com teu nome.

Eu perco, sempre,
infame. Sem saber onde
o pé alcansa e quanto
um peixe consome.

As carpas, as larvas, a lama,
confundo.
É que o fundo some
se o lago
é profundo.

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