As onze e sessenta e nove
eu vou dizer: amanhã
Jogar a manha de uma rede
Enquanto o ponteiro se move
Soprar um flerte como quem ganha
Aposta tacanha em adiar
O dia de hoje como quem foge
E piscar longe, prenha
De um ideia que nao rima
Procrastinando o mesmo lema
Fugindo ao tema da sina
Antes que acabe
O poema.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
vó
Mar que não tem
lugar para o trem
as meninas vão
os netos vem...
Três Rios
Três Filhas
Três Mulheres-ilhas
Maravilha nas rugas,
sorrisos em fios
Merenda e cartilhas,
Carteado e compota
Jabuticaba, fantasias
no saco guardado do sótão
Memória não fica velha.
Basta um calor
pra acender a centelha.
lugar para o trem
as meninas vão
os netos vem...
Três Rios
Três Filhas
Três Mulheres-ilhas
Maravilha nas rugas,
sorrisos em fios
Merenda e cartilhas,
Carteado e compota
Jabuticaba, fantasias
no saco guardado do sótão
Memória não fica velha.
Basta um calor
pra acender a centelha.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Pilulas
Biscoito da sorte
A conta e o café
De quebra, na borra,
A morte
......
Fazia versinhos,
Comia vento
De noite, dormia
Ao relento
......
Pedia costura
Na barra
Pendia à postura:
Algazarra
......
Ele falava,
Ela entendia
Deram-se conta:
Era dia
......
Ela olhava
Com olhos de gato
Eu amarrava,
Sapato
......
A conta e o café
De quebra, na borra,
A morte
......
Fazia versinhos,
Comia vento
De noite, dormia
Ao relento
......
Pedia costura
Na barra
Pendia à postura:
Algazarra
......
Ele falava,
Ela entendia
Deram-se conta:
Era dia
......
Ela olhava
Com olhos de gato
Eu amarrava,
Sapato
......
domingo, 30 de outubro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Querência
O desejo do amor
Não cria mais
Amor.
Dor?
O desejo de sorte
Não cria mais
Sorte.
Morte?
O desejo não.
Cria mais confusão.
Não rima
Íman de não
Caber nas mãos.
Coração?
Não cria mais
Amor.
Dor?
O desejo de sorte
Não cria mais
Sorte.
Morte?
O desejo não.
Cria mais confusão.
Não rima
Íman de não
Caber nas mãos.
Coração?
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Deu
Bem no meio
Dos lensois
Um trapo
Deitado, forçado
Mastigado e cuspido
Eu, farrapo
Depois do trato
Que você me deu
Meteu em laço
Mesmo um barato
Que foi só teu
E me fu-
Rou o coraçao
Dos lensois
Um trapo
Deitado, forçado
Mastigado e cuspido
Eu, farrapo
Depois do trato
Que você me deu
Meteu em laço
Mesmo um barato
Que foi só teu
E me fu-
Rou o coraçao
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